violacaodosdireitosMédicos dizem que limitar aborto nos casos de estupro é ‘assustador’. Segundo foi informado pelos especialistas, se o projeto de lei que visa endurecer no Brasil as regras contrárias ao aborto é aprovado, maior quantidade de mulheres poderá procurar o atendimento de abortos inseguros, mesmo naqueles acontecimentos que são previstos na lei, como o caso do estupro.

O projeto foi classificado de “assustador e incompreensível”, assim foi dito pelo presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, o doutor Cristião Rosas.

O presidente da Federação Brasileira das associações de Ginecologia e Obstetrícia agregou:

“Estamos na contramão. Enquanto outros governos acrescentam flexibilidade à prática do aborto, nós assistimos ao retrocesso”.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha foi quem apresentou a proposta. O projeto de lei foi aprovado no dia 21 de outubro pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa.  Ele da condição a permissão da interrupção da gravidez à comprovação de um exame de corpo de delito e comunicado à polícia. Segundo os defensores, isso é o mesmo que condicionar o atendimento de um paciente baleado ao registro do crime numa delegacia.

Gabriela Ferraz, representante do Cladem, o Comitê para a Defesa dos Direitos das Mulheres agrega que a mulher termina sendo vítima de dois atacantes, o estuprador em primeiro lugar, mas depois o estado, que passa também a ser um agressor, porque em vez de amparar a vitima, se permite ter duvidas e desrespeitar sua vontade sobre o momento em que quer denunciar.

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