cotas para mulheresA presença de mulheres em cargos elevados continua sendo desproporcional em relação aos homens. Na Europa, por exemplo, uma das estratégias para que esse quadro seja diferente é que haja normas em que as empresas devem ter certa porcentagem de mulheres em postos de comando. A expectativa é que tal representatividade em altos cargos se estenda aos demais cargos.

Nos Estados Unidos há propostas de cotas semelhantes. Algumas corporações como DuPont e Deloitte se propuseram a separar pelo menos 30% dos assentos do conselho para executivas. Uma das pesquisas mais detalhadas sobre o tema mostra que essa medida tem gerado pouco efeito, já que as mudanças se limitam aos cargos destinados pelas cotas e não às estruturas empresariais.

Empresas norueguesas reagiram com resistência a Lei que tornou obrigatório 40% dos cargos destinados a mulheres. Neste país, essas cotas nas empresas não geraram nenhum tipo de mudança salarial, nem muda o ambiente da corporação. Um estudo realizado na universidade de Chicago, demonstra que este tipo de mudança na empresa, além do efeito óbvio, não atrai nenhuma consequência imediata nem câmbios determinantes para a empresa.

Mesmo assim, o estudo diz que o sistema de cotas pode não ser o melhor instrumento político para a promoção de mudanças rápidas na situação das mulheres no trabalho empresarial. Uma grande questão que a pesquisa analisa e refuta são as críticas que indicam que para os cargos de comando empresarial as mulheres não teriam qualificações para os cargos e só poderiam ser membros simbólicos da direção.

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